segunda-feira, 1 de abril de 2013

Viajando de ônibus...

Ah sim, viagem de ônibus! Tinha me esquecido do quanto são intrigantes. Primeiro a emoção da descoberta de quem vai ocupar a poltrona ao lado. Ae vale a tática preconceituosa e machista resumida em : cara feia pros tios, sorriso agradável pras bonitas cheirosas. Rahh...  Eu queria evitar tbm as velhinhas que comem biscoitos temperados mas sou vitima do meu apreço por elas. Sempre entrego um sorriso de bom moço ( aquele que ganhava as avós e me fazia perder suas netas no colegial). Td bem, já que  na era da informatização das poltronas cada um tem a sua e ponto. Mas  tem algo mais valioso que isso nessa saga!
Pessoas viajando são smp cheias de motivos para tal. São candidatas a saudade, se essa ja não lhe roubara a alma. São entediadas por circunstância, com suas cruzadas e passatempos antiquados da editora ouro.
Nessa hora da manhã, o sono singulariza esses seres, porém basta o sol aparecer pra vc começar a detectar os personagens. As chamadas de celulares, por exemplo, entregam os mais falastrões e exibidos. Esses falam alto, prolongam assunto, dão detalhes de quem são, como quem quer que saibamos a que veio. Sendo assim fica fácil notar os mais tímidos, já que atendem baixinho e as chamadas são diminutas. Tbm os solitários, que nunca são solicitados, pois pode ser que ninguém os espere. 
Os restritos, meio chatinhos, são revelados pela cortina. Fecham sem se preocupar com a necessidade do companheiro ao lado de ver o sol. Eu fico hastag chatiado com isso!! rs... Em viagens aéreas podem arrasar  os sonhos panorâmicos de  um estreante que em seu primeiro vôo  não fez web check-in pra sentar na janela...
Alguns desses seres... (Pausa pra fingir q to dormindo pro moço que vai entrar, rs)...  Pronto, vou viajar sozinho na 17! Rs...  
Algumas dessas pessoas prendem meu olhar. São tão expressivas que da uma super vontade de sacar minha câmera e fotografa-las.   Ahh, eu passaria horas analisando depois.   Primeiro estereotiparia como faz todo mundo, mas eu iria além, dissecando cada traço com inverdades e invenções do conhecimento que eu acho que tenho, sabe o por quê? Porque o ser-humano é fantástico!!  Deus foi o maior artista de tds quando se expressou criando-nos. Quando musicou nossa voz e fez o ritmo no qual cada um caminha. No momento que esculpiu nossas formas e quando nos dirige ou nos permite improvisar criando tantos espetáculos cênicos. 
Isso aqui é uma viajem pelo pensamento, pelos indivíduos desconhecidos, plurais que me cercam. Nós somos lindos, mesmo sendo tão mesquinhos, podres e tão sexualizados!!    ;)  
Eu to com sono, então se esta aqui pode ter perdido o seu tempo lendo essa bobagem digitada em bloco de notas do iphone, mas que bom que veio. Vem viajar comigo!!  Eu fico contente em fazer parte dessa obra que envolve artes plásticas, musica, teatro, cinema e preconceitos. Para serem quebrados, mas preconceitos.  No espetáculo de hoje, eu sou o cara do smartphone, aquele que não fala com ninguém a viajem inteira, só fica na web. Eh que to escrevendo isso aqui, e  eu de fato viajo quando viajo.  
Mas vamos lah, o sinal vai cair... E eu quero postar!

Bom dia faces amistosas do feice!!

Rumo a Goiás!!! 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Era um presente do coração...

Eu gosto de lembrar que eu sentia profundamente isso:
 
 
Tá bom, eu sei que to mais uma vez quebrando o protocolo do “manual de como conquistar uma garota”, mas foi impossível resistir. Pra amenizar, podemos considerar o presente apenas como um símbolo desse ciclo ainda desconhecido, como uma forma de agradar alguém que despertou alguma coisa boa em mim.

Na natureza de Deus  existe um algoritmo comum em quase todas as suas criações. Tudo que coexiste adormecido, precisa ser estimulado, despertado, convidado a florescer. Meu sistema endócrino com suas glândulas e hormônios que o diga (e não to falando só desse que permeia minhas células sempre que eu toco  você, :/  ...   Em mim eu chamaria de “Inspiração” isso que você despertou, e por mais assustador que pareça nesse momento da minha vida, me sinto instigado em saber até onde vai.

Não vou prolongar mais pra não correr riscos. Preciso ir pra casa colocar a cabeça em ordem, mesmo tendo vontade de passar um universo de dias perto de você...
...
... 2011

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Música, musicalidade e afins...

Semana de remontagem de repertorio é sempre assim. Eu fico tentando entender a cabeça do público. Se não bastassem os pensamentos em "loops", agora tenho convivído com a busca pela origem dos mesmos. Como quem desconfia das próprias conclusões ou coloca em "check" sua própria lucidez. É nos primeiros momentos de luz na retina, (ainda coberta pela pálpebra), que alterno o pensamento entre romances ininteligíveis e teorizações das minhas revoltas diárias.


Se a alienação ou simplesmente mal gosto artístico cultural é tão comum nas pessoas, talvez essa seja a verdadeira identidade do "ser humano tupiniquim" como consumidor de arte. E eu seja apenas um doente sedento por metáforas, variedade de temas, dinâmica na interpretação, figuras de linguagem, neologismos que não se resumam em Tcha, Tererês e afins e por sensações que só o pensamento posto a prova pode me causar.


Pode ser grave isso: Achar que não existe "sexy apeel" na tão sexuada Lelelê ou Tchu-Tcha-Tcha e ter a libido alterada pela destreza das palavras do Chico em "A História de Lily Braun" (na versão da Gadú). E não é por ser uma voz feminina, pois pode ser um perigo ouvir a quase auto-ajuda "Sometimes You Can't Make it on Your Own" do U2, acompanhado por batom de tom claro e cheiro bom a 17 graus.


Só pra concluir o raciocínio dessa quarta (de Temaki duplo) ensolarada, e por pra fora o que me aflige, acho que se é pra festar vale tudo, mas desculpa: Toda boa música tem que ser arrebatadora e eterna. Ou te surpreende no tema ou na forma como o traduz. Ou a melodia é única ou te convence que uma pequena diferença de interpretação te faz repensar completamente o que pensava ter esgotado em compreensão.


Quando você ouve a boa música, ela parece ser a melhor do mundo no momento em que toca. Melhor até que "Stand By Me", por incrível que pareça. Ela desperta algo além da epiderme do raciocínio e você começa a enxergar algo que supostamente só poderia ouvir. Não tem que ser perfeita, atual ou popular, basta ter permissão óbvia para ser a trilha sonora da sua vida, e pode perguntar ao James Homer, a trilha sonora é fundamental!!


Me da um aperto no peito ver tantos artistas se resumirem a pobres coitados que sobrevivem por mecenas. Da uma tristeza saber que muito pouco ou quase nada do que se é produzido hoje sera lembrado nas próximas gerações. Os doentes como eu, serão eternos saudosistas de épocas que talvez nem viveram. E assim caminha a humanidade!


Boa quarta galera...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011


O esquema agora é fazer um blog de fotos. Normalmente serão fotos de objetos inanimados, ou de situações em que eu veja algum tipo de beleza, não importa quão sútil ela seja. Se não conseguir encontrar beleza em algumas fotos, relaxa... vai ver é porque temos pouca coisa em comum, mas isso não é problema tbm. Enfim... Tae o que mais me chamou a atenção na manha de Sabado no hotel em Potirendaba... :)

sábado, 3 de setembro de 2011

3 de Novembro...

Eu só posto quando to com raiva, apaixonado ou tomado por alguma emoção que me faça escrever. Sendo assim não sei o que to fazendo aqui hoje, já que me sinto vazio e previsivel. É um sabado em casa, né? Não podia ser diferente!
Na verdade to doido que chegue outubro pra começarem os shows, mas deixa eu tentar externar alguma coisa aqui... :) Boa leitura FLANEY, kkkk...



Título: Gostei da propaganda do "Guia de Arquitetura" da Folha.
(do menininho construindo o castelo de areia, alguem viu?)


E pra mim já está mais do que provado que a felicidade está na busca e não no resultado final. Na verdade essa era a frase na camiseta dos formandos do colegial da “Escola Estadual Dom Emanuel” em 2001 (minha turma), mas eu ri muito quando vi. Pra ser sincero achava hipócrita e patética essa frase.
Ainda acho estrondosa a alegria do momento da conquista: Um diploma, o carro do ano, o beijo da mulher cobiçada ou qualquer tipo de condecoração ou promoção profissional, mas acontece que a vida me ensinou que quanto maior a intensidade do prazer, mais rápido ele se desintegra como um orgasmo adolescente diminuto.
Você se acostuma com a situação seja quão grande ou apetitosa pareça. A conquista pode representar um milhão de dólares ou apenas o pagamento da dívida de anos, você vai se acostumar com a situação. A mulher pode ser a mais linda, inteligente, saber usar o pro-tools ou gostar de Rock N’ Roll. Ela pode te enlouquecer com pornografias românticas ou com Romantismo pornô de altíssima qualidade (são diferentes, acredite!) e ser compreensiva ou não, morena ou loira, gordinha ou magrinha, usar cinta-liga ou pijama de ursinho. Não será o suficiente para você! Você precisaria de mais.
Com base nas minhas conjunturas “dexesplicativas” nesse blog fantasma que mais parece a estação de metrô a noite, e nas minhas teorizações de fim de semana sozinho em casa, chego a conclusão de que preciso sempre de meta para ser feliz e talvez sirva pra alguém a minha conclusão: Ter objetivos me faz passar mais tempo feliz. Conseguir garante a não estagnação e ausência do tédio, mas é preciso sempre mais.
O prazer está em criar o arranjo, gravar, mixar e depois ouvir. Quatro meses de alegria nos arranjos, produção, gravação e alguns dias de êxtase na audição do resultado. É tântrico o primeiro e o segundo é... BOM DEMAIS! E só! É muito rápido!
O que eu desejo pra mim e pra você, é que tenha sucesso na arte de controlar a velocidade das suas conquistas. Que possa ancorá-las na justiça e nas bases necessárias pra nunca regredir (isso sim é frustrante). Que chegue ao topo, mas que enxergue sempre algum monte mais alto pra se conquistar. Se não existir, experimente buscar terra lá embaixo pra aumentar o seu... Pode ser tão divertido quanto comer comida da mãe no interior, la na cidadezinha onde foi criado.
Que seus relacionamentos possam valer a pena, que não brinque com os sentimentos de ninguém e que seja verdadeiro. Acredito que sua felicidade está ligada a das pessoas com quem se relaciona. Quando encontrar a pessoa da sua vida consiga traçar metas juntos, mas não se esqueça de manter objetivos individuais. Eles garantem a sua existência, e sem eles você deixará de ser uma boa companhia.
Enfim, isso tudo é muito mais pra mim do que pra qualquer um que esteja lendo. Me vejo no meio de metas grandiosas hoje, porém lutando contra a ansiedade. Mas isso me faz feliz. Hoje um pouco nostálgico, com doses de saudade de casa, mas me sinto bem aqui.
Boa Semana pra todos que amo e quero bem!
Sucesso gente!!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

9 de Junho. Dia de chuva!

Hoje o céu amanheceu escuro, pancadas de chuvas e ventos frios. Curiosamente o efeito disso em mim é contrário a maioria dos tupiniquins. Me causa uma sensação boa, uma alegria não muito facil de justificar.
A Rua Amazonas parece mais uma passarela londrina, a não ser pelos coqueiros recém instalados ao longo de seus passeios. O vento aqui no décimo segundo andar assovia em escala cromática, e isso sim é assustador. Ta tudo bem, já que a vista é maravilhosa. Horizonte distante me remete a uma situação contrária a todo esse clima. Um nascer do sol esplendoroso, bem acompanhado, humorado e com uma trilha que faz eu nesse momento pensar que esse pode ser também o "Pior Lugar do Mundo" (A letra explica o porquê).
O que antes era apenas dor de saudade, ta se transformando em certeza de "querer", e isso pode significar muita coisa. Como já é tradição por aqui, vou me manter preparado pra qualquer que seja a situação. É um padrão em decisões que não dependem só de mim. Uma proteção, que por mais que pareça frágil pelo prisma em que se observa, em zoom é perceptivelmente eficaz. Na verdade alternei meu estado de espírito umas 15 vezes nessas poucas linhas de texto. Bem a cara desse sentimento. Estar longe faz dele o melhor e o pior dos presentes.

Sei que não é hora de estar aqui, mas eu me perdoo!!

Só pra contar, Elvis Presley começou a tocar e me deixou feliz de novo!
Saudade de vc menina!!!

Bom dia!


quinta-feira, 2 de junho de 2011

01/06/2011

Ele não é nada bobo. Quando me vê entrando meio desconfiado, puxando uns assuntos nada a ver, na hora ele sabe do que se trata. Lógico, não é tão difícil já que a inspiração estampa um sorriso orgulhoso na minha face. Tenho isso desde quando li Carlos Drummond de Andrade pela primeira vez. Agora sempre que acontece eu imagino ele tendo orgulho de mim, já que na época eu ainda não tinha os requisitos básicos para ser amigo do nobre escritor.
Voltando ao blog, eu nunca tenho paciência pra escrever. A vida se tornou corrida demais pra essas pausas dexesplicativas. Por isso venho pouco aqui. Apenas quando a busca pelo auto-conhecimento começa a dar topadas demais dentro do labirinto. Aí eu tenho que tomar uma atitude extrema: Venho e desabafo tudo que me amarrou durante meses de ostracismo, sempre de forma confusa, contraditória, com erros gramaticais mas eficientemente poderosa contra a sujeira da alma. Seria como lavá-la, entende o que eu digo?
A fase é outra agora desde a última vez. Quase todos aqueles conflitos se foram, exceto os que me acompanham durante toda a vida. To mais adaptado, sabe... Alias adaptação é a palavra do momento. Depois de ver na Bahia de Guanabara o primeiro raiar de 2011, tudo que tenho feito é conhecer gente nova. De lá pra cá você não faz idéia de quantos novos nomes ocuparam a minha mente. Alguns passam rápidos como o sol do amanhecer, outros parecem esse astro estático no céu do meio dia, levando a comparação ao “nível de importância do mesmo” no sistema ao qual pertence. E é bem verdade, pois a pessoa passa a fazer parte da sua vida. Sabe quando é que percebe isso? Quando a pessoa em questão se torna transparente. Ela não contrasta mais com seu meio por que passa a fazer parte dele.
A fase profissional é ótima. Grandes expectativas, muito aprendizado e até o elevador (simbolo mor de uma vida rotineira), tem estado ausente por aqui. Viajar é muito bom, né? E era aí que eu queria chegar. Porque hoje vindo pra casa me deu uma vontade de ficar quietinho em um determinado lugar... Alguma coisa em mim havia mudado, pelo menos era o que parecia. Vontade de não pensar muito e a essa altura você imagina né? Palavras tinham o valor imensurável dos produtos com pouca oferta. Até porque elas poderiam depor contra mim. Coração apertado não pela viajem em questão, mas pelo significado.
A tristeza que sinto nesse instante é boa. É aquele tipo de tristeza que não se resume a algo totalmente irremediável. É uma tristeza que me faz sentir mais humano. É uma mistura de nostalgia de minutos atrás com falência múltipla da maturidade. Tem som de telecaster tocada reta e com força, em contraste com a voz aguda meio Tom York ou Cris Martin, sabe? Como “Fake Plastic Trees” ou “Fix You”.
Alegria demais me soa mal, embora acredite ser um dever estimulá-la todos os dias nas pessoas. Sou menos “bom” quando tudo ta muito alegre. Eu sinto Deus, mas logo me ocupo demais comemorando, massageando o ego ou simplesmente deslizando sobre a situação. O choro não. Ele me remete a situação das pessoas, me preocupo com o próximo, me deixa sensível ao toque de Deus e pronto a analisar suas obras, senti-lo no ar, no céu, na esperança.
Não vou comentar sobre o que pode estar me deixando assim hoje. Pode ser perigoso precipitar ou alimentar isso, mas eu sinto muita vontade, acredite. Por mais que meus planos fossem outros, o lado menos racional de mim faz birra, puxa o cabelo... me enche a paciência me pedindo pra deixar acontecer. Acha que o meu lado mais esperto não conhece os seus planos... Todo mundo já sabe!


Boa Noite.
Vou tentar desconsiderar o mau jeito no pescoço e tentar dormir.
Até breve...

02/Dez/2009

Olah! Hoje após mais de 3 anos sem qualquer tentativa de auto-descrição, qualquer tentativa de aumentar o auto-conhecimento e qualquer iniciativa de fugir do ostracismo literário, aqui estou eu. Voltando ao inicio de tudo. Do ponto “a”, onde as pessoas descrevem da forma mais descolada possível suas posições, características principais, gostos culturais (na sua maioria “cults”) e ainda conseguem espaço em meio a tanta promoção, para alguma frase que tenha teor individualista para uma terceira pessoa ler e sentir algum efeito moral. Engraçado que na maioria das vezes o indivíduo em questão sequer se atenta que existe um perfil para ser lido na sua página principal, Rs...
Nem a pessoa “X”, nem a maioria das pessoas desse planeta. Na verdade as pessoas não se interessam por textos. Elas se interessam por fotos e comentam nelas. Interessam-se pelas visitas recentes e não vêem outro motivo para tal, sequer a profunda admiração ou interesse de paquera ou uma simples espionagem fruto da concorrência no universo feminino. Há também quem se atente para as atividades frutos da tecnologia dos frames, flashes e outras animações onde inventam novos verbos, novas formas de relacionamento onde você aperta a mão, da tiro de dragão, da beijo de assombração ou simplesmente “poqueia” com a animação do amigo o qual você quer dizer alguma coisa mas não tem nada a dizer. Esse último substitui os “tenha um excelente fds”, “te curto”, ou outros spams “do bem” que sempre enviavam na época menos popular do Orkut (que era relativamente mais interessante).
Voltando aos limites do campo “quem sou eu”, queria declarar que eu sou “outras pessoas” hoje. Entre as poucas coisas que aprendi nesses três anos e as infinitas que descobri nesse período, uma das mais interessantes é como vivemos vidas diferentes nessa nossa vidinha de menos de 1 século. De lá pra cá me vi sendo uma multidão. Pensamentos, perspectivas, prismas, ideologias, sonhos, argumentações, peso, corte de cabelo, locais freqüentados, personalidades admiradas, preconceitos, paladar, teorias conspiratórias e um monte de outras coisas que formam uma personalidade, foram tomando cores e características muito diferentes em curtos espaços de tempo. Não que eu tenha alguma coisa contra em ser uma metamorfose ambulante, mas é difícil se adaptar a cada vida nova. Cada uma delas gera pela “teoria do caos” talvez, um monte de novas atividades, valores e convívio diário. Readaptações são exigidas a cada instante modificado.
Resumindo, hoje sou um “desadaptado” (o Word corrigiu, então deve ser um neologismo neh? rs). Tenho dificuldades pra sair de casa fora o trabalho. Tenho problemas com multidões e para ir a eventos de grande porte. Adoto um jeito um tanto arrogante para abordar amigos da velha guarda, que pelo jeito já foram também uma multidão de pessoas diferentes. Falo coisas formais demais se conheço alguém do sexo oposto. Sinto-me descarregado de palavras quando tenho que ter algumas pra jogar fora quando sou apresentado a alguém que quer apenas isso: Jogar palavras fora.Esquece!
Esse sou eu. Tentando me adaptar a nova vida. Uma vida que eu gosto. A vida onde se conhece pessoas de todos os tipos. A razão da existência desse site de relacionamento: Pessoas!
O ser - humano me fascina muito. Seus modos, faces, reações rápidas as ações, reações lerdas as ações. Quebram qualquer regra ou definição. Desprezam mesmo sendo preconceituosos, qualquer raça, gênero ou time do coração, quando rotulam e com as mãos molhadas colam em suas “caras” o mesmo rótulo que escorregou da testa alheia. Odeiam e amam as mesmas pessoas com muita intensidade. Pare pra observar os casais que se formaram e hoje não se amam mais. Olhem atentamente para os olhos das crianças que sobraram meio a tudo isso. Um contraste magnífico com os olhares de seus progenitores nas audiências de partilhas de bens com seus argumentos decorados. Manual de instruções e tudo mais.
Aliás, tudo hoje em dia tem manual de instruções. Temos tudo aqui mesmo no Orkut, nos fóruns e blogs. O que funciona em audiências de variados tipos, como se comportar em lugares diversos, o que ouvir em diferentes ocasiões, “o que combina com o que” no sentido gastronômico, fashion e em um monte de outros meios, como se oferece propina, como se faz compras no Paraguai e até como ser pornográfico e fazer um atentado ao pudor sem ser punido severamente.
Ta vendo o exemplo de não adaptação? Ainda não me adaptei ao mundo do funk proibidão. Nesse momento chego a pensar que crianças menores de 16 deveriam ser proibidas de andarem em vias públicas ou de dormirem em quartos que não tenham isolamento acústico, pois é um absurdo esse pirralhos ficarem ouvindo as frases explicitas que vem dos carros que passam vibrando nossos vidros e janelas em todas as ruas das cidades.
A tática escolhida por mim nesse período foi me apegar aos modos antigos. Gosto do que é pop ainda que estes sejam bregas. Não abandonei o velho álbum ao-vivo e verde do Djavan e nem o primeiro da Norah, que me iniciaram na puberdade, rs. Gosto de entrevistas e discussões na TV, além dos simpsons e do discovery. Me amarro em política e como passional em tudo que faço quase morro de raiva ao ver declarações imbecís e argumentos que enganam a massa desinformada do nosso país. Fico furioso também quando não param na faixa de pedestres. Vivo, visto e respiro da música e curto cada momento do meu trabalho em palco e em estúdio. Luto diariamente contra a falta de auto-conhecimento e tento entender o que realmente espero dessa vida, pra me distrair e não pensar no que vem depois dela. Creio que o meu Deus criou todo esse labirinto e que ele não vai me deixar morrer de fome e sede no meio dele.
Disfarçadamente e um tanto quanto menos dramático, eu vivo aqui!

Inverno/2007

Faz um tempo que não escrevo. Que não crio e nem sequer penso de forma ordenada. Só agora, após tantos dias de alienação pessoal, após meses distantes da compreensão do que se passa dentro de mim, percebo o quanto faz falta discutir relação comigo mesmo. Lembrar de quem gosto e das coisas que detesto. Resgatar os meus anseios mais profundos, já que os superficiais são anseios comuns a todas as pessoas. Eu precisava ter um tempo pro subconsciente. Raciocinar além da rotina do trabalho e dos relacionamentos. E eu que insanamente pensava que a ociosidade causava isso. Hoje, diante de tanta agitação, vejo que a relação entre o interno e o externo ocorre como no sistema solar. É como se fosse os planetas, cada um girando e funcionando de uma forma peculiar. Agora descobri isso, e vejo que tenho que estar atento a essas individualidades. Enquanto meu corpo trabalha compulsivamente, alguma coisa dentro de mim sente falta do diálogo diário. Sente falta do choro sem motivo e sem o rótulo: “tristeza ou alegria”. Mas já esperava por isso, graças ao tempo em que conseguia organizar em minha cabeça tudo que queria. Descobri que os sonhos só se tornariam realidade se eu passasse por esse momento. Agora consigo entender, já que estou vivendo esse capítulo. É aparte da história em que as coisas não parecem mais impossíveis, mas ainda não estão concretizadas. O momento de arriscar. Incertezas, desafios, cansaço e o pior: A falta de inspiração. Tudo que quero, é resgatar a razão. Apenas entender tudo que se passa. Além do orgulho de estar produzindo, quero observar a vida com olhos de quem não está nela. Não com a perfeição de Deus, mas com o entendimento do filósofo, o rigor do crítico e acima de tudo...
COM UM POUCO DE MÚSICA...