Hoje o céu amanheceu escuro, pancadas de chuvas e ventos frios. Curiosamente o efeito disso em mim é contrário a maioria dos tupiniquins. Me causa uma sensação boa, uma alegria não muito facil de justificar.
A Rua Amazonas parece mais uma passarela londrina, a não ser pelos coqueiros recém instalados ao longo de seus passeios. O vento aqui no décimo segundo andar assovia em escala cromática, e isso sim é assustador. Ta tudo bem, já que a vista é maravilhosa. Horizonte distante me remete a uma situação contrária a todo esse clima. Um nascer do sol esplendoroso, bem acompanhado, humorado e com uma trilha que faz eu nesse momento pensar que esse pode ser também o "Pior Lugar do Mundo" (A letra explica o porquê).
O que antes era apenas dor de saudade, ta se transformando em certeza de "querer", e isso pode significar muita coisa. Como já é tradição por aqui, vou me manter preparado pra qualquer que seja a situação. É um padrão em decisões que não dependem só de mim. Uma proteção, que por mais que pareça frágil pelo prisma em que se observa, em zoom é perceptivelmente eficaz. Na verdade alternei meu estado de espírito umas 15 vezes nessas poucas linhas de texto. Bem a cara desse sentimento. Estar longe faz dele o melhor e o pior dos presentes.
Sei que não é hora de estar aqui, mas eu me perdoo!!
Só pra contar, Elvis Presley começou a tocar e me deixou feliz de novo!
Saudade de vc menina!!!
Bom dia!
quinta-feira, 9 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
01/06/2011
Ele não é nada bobo. Quando me vê entrando meio desconfiado, puxando uns assuntos nada a ver, na hora ele sabe do que se trata. Lógico, não é tão difícil já que a inspiração estampa um sorriso orgulhoso na minha face. Tenho isso desde quando li Carlos Drummond de Andrade pela primeira vez. Agora sempre que acontece eu imagino ele tendo orgulho de mim, já que na época eu ainda não tinha os requisitos básicos para ser amigo do nobre escritor.
Voltando ao blog, eu nunca tenho paciência pra escrever. A vida se tornou corrida demais pra essas pausas dexesplicativas. Por isso venho pouco aqui. Apenas quando a busca pelo auto-conhecimento começa a dar topadas demais dentro do labirinto. Aí eu tenho que tomar uma atitude extrema: Venho e desabafo tudo que me amarrou durante meses de ostracismo, sempre de forma confusa, contraditória, com erros gramaticais mas eficientemente poderosa contra a sujeira da alma. Seria como lavá-la, entende o que eu digo?
A fase é outra agora desde a última vez. Quase todos aqueles conflitos se foram, exceto os que me acompanham durante toda a vida. To mais adaptado, sabe... Alias adaptação é a palavra do momento. Depois de ver na Bahia de Guanabara o primeiro raiar de 2011, tudo que tenho feito é conhecer gente nova. De lá pra cá você não faz idéia de quantos novos nomes ocuparam a minha mente. Alguns passam rápidos como o sol do amanhecer, outros parecem esse astro estático no céu do meio dia, levando a comparação ao “nível de importância do mesmo” no sistema ao qual pertence. E é bem verdade, pois a pessoa passa a fazer parte da sua vida. Sabe quando é que percebe isso? Quando a pessoa em questão se torna transparente. Ela não contrasta mais com seu meio por que passa a fazer parte dele.
A fase profissional é ótima. Grandes expectativas, muito aprendizado e até o elevador (simbolo mor de uma vida rotineira), tem estado ausente por aqui. Viajar é muito bom, né? E era aí que eu queria chegar. Porque hoje vindo pra casa me deu uma vontade de ficar quietinho em um determinado lugar... Alguma coisa em mim havia mudado, pelo menos era o que parecia. Vontade de não pensar muito e a essa altura você imagina né? Palavras tinham o valor imensurável dos produtos com pouca oferta. Até porque elas poderiam depor contra mim. Coração apertado não pela viajem em questão, mas pelo significado.
A tristeza que sinto nesse instante é boa. É aquele tipo de tristeza que não se resume a algo totalmente irremediável. É uma tristeza que me faz sentir mais humano. É uma mistura de nostalgia de minutos atrás com falência múltipla da maturidade. Tem som de telecaster tocada reta e com força, em contraste com a voz aguda meio Tom York ou Cris Martin, sabe? Como “Fake Plastic Trees” ou “Fix You”.
Alegria demais me soa mal, embora acredite ser um dever estimulá-la todos os dias nas pessoas. Sou menos “bom” quando tudo ta muito alegre. Eu sinto Deus, mas logo me ocupo demais comemorando, massageando o ego ou simplesmente deslizando sobre a situação. O choro não. Ele me remete a situação das pessoas, me preocupo com o próximo, me deixa sensível ao toque de Deus e pronto a analisar suas obras, senti-lo no ar, no céu, na esperança.
Não vou comentar sobre o que pode estar me deixando assim hoje. Pode ser perigoso precipitar ou alimentar isso, mas eu sinto muita vontade, acredite. Por mais que meus planos fossem outros, o lado menos racional de mim faz birra, puxa o cabelo... me enche a paciência me pedindo pra deixar acontecer. Acha que o meu lado mais esperto não conhece os seus planos... Todo mundo já sabe!
Boa Noite.
Vou tentar desconsiderar o mau jeito no pescoço e tentar dormir.
Até breve...
Voltando ao blog, eu nunca tenho paciência pra escrever. A vida se tornou corrida demais pra essas pausas dexesplicativas. Por isso venho pouco aqui. Apenas quando a busca pelo auto-conhecimento começa a dar topadas demais dentro do labirinto. Aí eu tenho que tomar uma atitude extrema: Venho e desabafo tudo que me amarrou durante meses de ostracismo, sempre de forma confusa, contraditória, com erros gramaticais mas eficientemente poderosa contra a sujeira da alma. Seria como lavá-la, entende o que eu digo?
A fase é outra agora desde a última vez. Quase todos aqueles conflitos se foram, exceto os que me acompanham durante toda a vida. To mais adaptado, sabe... Alias adaptação é a palavra do momento. Depois de ver na Bahia de Guanabara o primeiro raiar de 2011, tudo que tenho feito é conhecer gente nova. De lá pra cá você não faz idéia de quantos novos nomes ocuparam a minha mente. Alguns passam rápidos como o sol do amanhecer, outros parecem esse astro estático no céu do meio dia, levando a comparação ao “nível de importância do mesmo” no sistema ao qual pertence. E é bem verdade, pois a pessoa passa a fazer parte da sua vida. Sabe quando é que percebe isso? Quando a pessoa em questão se torna transparente. Ela não contrasta mais com seu meio por que passa a fazer parte dele.
A fase profissional é ótima. Grandes expectativas, muito aprendizado e até o elevador (simbolo mor de uma vida rotineira), tem estado ausente por aqui. Viajar é muito bom, né? E era aí que eu queria chegar. Porque hoje vindo pra casa me deu uma vontade de ficar quietinho em um determinado lugar... Alguma coisa em mim havia mudado, pelo menos era o que parecia. Vontade de não pensar muito e a essa altura você imagina né? Palavras tinham o valor imensurável dos produtos com pouca oferta. Até porque elas poderiam depor contra mim. Coração apertado não pela viajem em questão, mas pelo significado.
A tristeza que sinto nesse instante é boa. É aquele tipo de tristeza que não se resume a algo totalmente irremediável. É uma tristeza que me faz sentir mais humano. É uma mistura de nostalgia de minutos atrás com falência múltipla da maturidade. Tem som de telecaster tocada reta e com força, em contraste com a voz aguda meio Tom York ou Cris Martin, sabe? Como “Fake Plastic Trees” ou “Fix You”.
Alegria demais me soa mal, embora acredite ser um dever estimulá-la todos os dias nas pessoas. Sou menos “bom” quando tudo ta muito alegre. Eu sinto Deus, mas logo me ocupo demais comemorando, massageando o ego ou simplesmente deslizando sobre a situação. O choro não. Ele me remete a situação das pessoas, me preocupo com o próximo, me deixa sensível ao toque de Deus e pronto a analisar suas obras, senti-lo no ar, no céu, na esperança.
Não vou comentar sobre o que pode estar me deixando assim hoje. Pode ser perigoso precipitar ou alimentar isso, mas eu sinto muita vontade, acredite. Por mais que meus planos fossem outros, o lado menos racional de mim faz birra, puxa o cabelo... me enche a paciência me pedindo pra deixar acontecer. Acha que o meu lado mais esperto não conhece os seus planos... Todo mundo já sabe!
Boa Noite.
Vou tentar desconsiderar o mau jeito no pescoço e tentar dormir.
Até breve...
02/Dez/2009
Olah! Hoje após mais de 3 anos sem qualquer tentativa de auto-descrição, qualquer tentativa de aumentar o auto-conhecimento e qualquer iniciativa de fugir do ostracismo literário, aqui estou eu. Voltando ao inicio de tudo. Do ponto “a”, onde as pessoas descrevem da forma mais descolada possível suas posições, características principais, gostos culturais (na sua maioria “cults”) e ainda conseguem espaço em meio a tanta promoção, para alguma frase que tenha teor individualista para uma terceira pessoa ler e sentir algum efeito moral. Engraçado que na maioria das vezes o indivíduo em questão sequer se atenta que existe um perfil para ser lido na sua página principal, Rs...
Nem a pessoa “X”, nem a maioria das pessoas desse planeta. Na verdade as pessoas não se interessam por textos. Elas se interessam por fotos e comentam nelas. Interessam-se pelas visitas recentes e não vêem outro motivo para tal, sequer a profunda admiração ou interesse de paquera ou uma simples espionagem fruto da concorrência no universo feminino. Há também quem se atente para as atividades frutos da tecnologia dos frames, flashes e outras animações onde inventam novos verbos, novas formas de relacionamento onde você aperta a mão, da tiro de dragão, da beijo de assombração ou simplesmente “poqueia” com a animação do amigo o qual você quer dizer alguma coisa mas não tem nada a dizer. Esse último substitui os “tenha um excelente fds”, “te curto”, ou outros spams “do bem” que sempre enviavam na época menos popular do Orkut (que era relativamente mais interessante).
Voltando aos limites do campo “quem sou eu”, queria declarar que eu sou “outras pessoas” hoje. Entre as poucas coisas que aprendi nesses três anos e as infinitas que descobri nesse período, uma das mais interessantes é como vivemos vidas diferentes nessa nossa vidinha de menos de 1 século. De lá pra cá me vi sendo uma multidão. Pensamentos, perspectivas, prismas, ideologias, sonhos, argumentações, peso, corte de cabelo, locais freqüentados, personalidades admiradas, preconceitos, paladar, teorias conspiratórias e um monte de outras coisas que formam uma personalidade, foram tomando cores e características muito diferentes em curtos espaços de tempo. Não que eu tenha alguma coisa contra em ser uma metamorfose ambulante, mas é difícil se adaptar a cada vida nova. Cada uma delas gera pela “teoria do caos” talvez, um monte de novas atividades, valores e convívio diário. Readaptações são exigidas a cada instante modificado.
Resumindo, hoje sou um “desadaptado” (o Word corrigiu, então deve ser um neologismo neh? rs). Tenho dificuldades pra sair de casa fora o trabalho. Tenho problemas com multidões e para ir a eventos de grande porte. Adoto um jeito um tanto arrogante para abordar amigos da velha guarda, que pelo jeito já foram também uma multidão de pessoas diferentes. Falo coisas formais demais se conheço alguém do sexo oposto. Sinto-me descarregado de palavras quando tenho que ter algumas pra jogar fora quando sou apresentado a alguém que quer apenas isso: Jogar palavras fora.Esquece!
Esse sou eu. Tentando me adaptar a nova vida. Uma vida que eu gosto. A vida onde se conhece pessoas de todos os tipos. A razão da existência desse site de relacionamento: Pessoas!
O ser - humano me fascina muito. Seus modos, faces, reações rápidas as ações, reações lerdas as ações. Quebram qualquer regra ou definição. Desprezam mesmo sendo preconceituosos, qualquer raça, gênero ou time do coração, quando rotulam e com as mãos molhadas colam em suas “caras” o mesmo rótulo que escorregou da testa alheia. Odeiam e amam as mesmas pessoas com muita intensidade. Pare pra observar os casais que se formaram e hoje não se amam mais. Olhem atentamente para os olhos das crianças que sobraram meio a tudo isso. Um contraste magnífico com os olhares de seus progenitores nas audiências de partilhas de bens com seus argumentos decorados. Manual de instruções e tudo mais.
Aliás, tudo hoje em dia tem manual de instruções. Temos tudo aqui mesmo no Orkut, nos fóruns e blogs. O que funciona em audiências de variados tipos, como se comportar em lugares diversos, o que ouvir em diferentes ocasiões, “o que combina com o que” no sentido gastronômico, fashion e em um monte de outros meios, como se oferece propina, como se faz compras no Paraguai e até como ser pornográfico e fazer um atentado ao pudor sem ser punido severamente.
Ta vendo o exemplo de não adaptação? Ainda não me adaptei ao mundo do funk proibidão. Nesse momento chego a pensar que crianças menores de 16 deveriam ser proibidas de andarem em vias públicas ou de dormirem em quartos que não tenham isolamento acústico, pois é um absurdo esse pirralhos ficarem ouvindo as frases explicitas que vem dos carros que passam vibrando nossos vidros e janelas em todas as ruas das cidades.
A tática escolhida por mim nesse período foi me apegar aos modos antigos. Gosto do que é pop ainda que estes sejam bregas. Não abandonei o velho álbum ao-vivo e verde do Djavan e nem o primeiro da Norah, que me iniciaram na puberdade, rs. Gosto de entrevistas e discussões na TV, além dos simpsons e do discovery. Me amarro em política e como passional em tudo que faço quase morro de raiva ao ver declarações imbecís e argumentos que enganam a massa desinformada do nosso país. Fico furioso também quando não param na faixa de pedestres. Vivo, visto e respiro da música e curto cada momento do meu trabalho em palco e em estúdio. Luto diariamente contra a falta de auto-conhecimento e tento entender o que realmente espero dessa vida, pra me distrair e não pensar no que vem depois dela. Creio que o meu Deus criou todo esse labirinto e que ele não vai me deixar morrer de fome e sede no meio dele.
Disfarçadamente e um tanto quanto menos dramático, eu vivo aqui!
Nem a pessoa “X”, nem a maioria das pessoas desse planeta. Na verdade as pessoas não se interessam por textos. Elas se interessam por fotos e comentam nelas. Interessam-se pelas visitas recentes e não vêem outro motivo para tal, sequer a profunda admiração ou interesse de paquera ou uma simples espionagem fruto da concorrência no universo feminino. Há também quem se atente para as atividades frutos da tecnologia dos frames, flashes e outras animações onde inventam novos verbos, novas formas de relacionamento onde você aperta a mão, da tiro de dragão, da beijo de assombração ou simplesmente “poqueia” com a animação do amigo o qual você quer dizer alguma coisa mas não tem nada a dizer. Esse último substitui os “tenha um excelente fds”, “te curto”, ou outros spams “do bem” que sempre enviavam na época menos popular do Orkut (que era relativamente mais interessante).
Voltando aos limites do campo “quem sou eu”, queria declarar que eu sou “outras pessoas” hoje. Entre as poucas coisas que aprendi nesses três anos e as infinitas que descobri nesse período, uma das mais interessantes é como vivemos vidas diferentes nessa nossa vidinha de menos de 1 século. De lá pra cá me vi sendo uma multidão. Pensamentos, perspectivas, prismas, ideologias, sonhos, argumentações, peso, corte de cabelo, locais freqüentados, personalidades admiradas, preconceitos, paladar, teorias conspiratórias e um monte de outras coisas que formam uma personalidade, foram tomando cores e características muito diferentes em curtos espaços de tempo. Não que eu tenha alguma coisa contra em ser uma metamorfose ambulante, mas é difícil se adaptar a cada vida nova. Cada uma delas gera pela “teoria do caos” talvez, um monte de novas atividades, valores e convívio diário. Readaptações são exigidas a cada instante modificado.
Resumindo, hoje sou um “desadaptado” (o Word corrigiu, então deve ser um neologismo neh? rs). Tenho dificuldades pra sair de casa fora o trabalho. Tenho problemas com multidões e para ir a eventos de grande porte. Adoto um jeito um tanto arrogante para abordar amigos da velha guarda, que pelo jeito já foram também uma multidão de pessoas diferentes. Falo coisas formais demais se conheço alguém do sexo oposto. Sinto-me descarregado de palavras quando tenho que ter algumas pra jogar fora quando sou apresentado a alguém que quer apenas isso: Jogar palavras fora.Esquece!
Esse sou eu. Tentando me adaptar a nova vida. Uma vida que eu gosto. A vida onde se conhece pessoas de todos os tipos. A razão da existência desse site de relacionamento: Pessoas!
O ser - humano me fascina muito. Seus modos, faces, reações rápidas as ações, reações lerdas as ações. Quebram qualquer regra ou definição. Desprezam mesmo sendo preconceituosos, qualquer raça, gênero ou time do coração, quando rotulam e com as mãos molhadas colam em suas “caras” o mesmo rótulo que escorregou da testa alheia. Odeiam e amam as mesmas pessoas com muita intensidade. Pare pra observar os casais que se formaram e hoje não se amam mais. Olhem atentamente para os olhos das crianças que sobraram meio a tudo isso. Um contraste magnífico com os olhares de seus progenitores nas audiências de partilhas de bens com seus argumentos decorados. Manual de instruções e tudo mais.
Aliás, tudo hoje em dia tem manual de instruções. Temos tudo aqui mesmo no Orkut, nos fóruns e blogs. O que funciona em audiências de variados tipos, como se comportar em lugares diversos, o que ouvir em diferentes ocasiões, “o que combina com o que” no sentido gastronômico, fashion e em um monte de outros meios, como se oferece propina, como se faz compras no Paraguai e até como ser pornográfico e fazer um atentado ao pudor sem ser punido severamente.
Ta vendo o exemplo de não adaptação? Ainda não me adaptei ao mundo do funk proibidão. Nesse momento chego a pensar que crianças menores de 16 deveriam ser proibidas de andarem em vias públicas ou de dormirem em quartos que não tenham isolamento acústico, pois é um absurdo esse pirralhos ficarem ouvindo as frases explicitas que vem dos carros que passam vibrando nossos vidros e janelas em todas as ruas das cidades.
A tática escolhida por mim nesse período foi me apegar aos modos antigos. Gosto do que é pop ainda que estes sejam bregas. Não abandonei o velho álbum ao-vivo e verde do Djavan e nem o primeiro da Norah, que me iniciaram na puberdade, rs. Gosto de entrevistas e discussões na TV, além dos simpsons e do discovery. Me amarro em política e como passional em tudo que faço quase morro de raiva ao ver declarações imbecís e argumentos que enganam a massa desinformada do nosso país. Fico furioso também quando não param na faixa de pedestres. Vivo, visto e respiro da música e curto cada momento do meu trabalho em palco e em estúdio. Luto diariamente contra a falta de auto-conhecimento e tento entender o que realmente espero dessa vida, pra me distrair e não pensar no que vem depois dela. Creio que o meu Deus criou todo esse labirinto e que ele não vai me deixar morrer de fome e sede no meio dele.
Disfarçadamente e um tanto quanto menos dramático, eu vivo aqui!
Inverno/2007
Faz um tempo que não escrevo. Que não crio e nem sequer penso de forma ordenada. Só agora, após tantos dias de alienação pessoal, após meses distantes da compreensão do que se passa dentro de mim, percebo o quanto faz falta discutir relação comigo mesmo. Lembrar de quem gosto e das coisas que detesto. Resgatar os meus anseios mais profundos, já que os superficiais são anseios comuns a todas as pessoas. Eu precisava ter um tempo pro subconsciente. Raciocinar além da rotina do trabalho e dos relacionamentos. E eu que insanamente pensava que a ociosidade causava isso. Hoje, diante de tanta agitação, vejo que a relação entre o interno e o externo ocorre como no sistema solar. É como se fosse os planetas, cada um girando e funcionando de uma forma peculiar. Agora descobri isso, e vejo que tenho que estar atento a essas individualidades. Enquanto meu corpo trabalha compulsivamente, alguma coisa dentro de mim sente falta do diálogo diário. Sente falta do choro sem motivo e sem o rótulo: “tristeza ou alegria”. Mas já esperava por isso, graças ao tempo em que conseguia organizar em minha cabeça tudo que queria. Descobri que os sonhos só se tornariam realidade se eu passasse por esse momento. Agora consigo entender, já que estou vivendo esse capítulo. É aparte da história em que as coisas não parecem mais impossíveis, mas ainda não estão concretizadas. O momento de arriscar. Incertezas, desafios, cansaço e o pior: A falta de inspiração. Tudo que quero, é resgatar a razão. Apenas entender tudo que se passa. Além do orgulho de estar produzindo, quero observar a vida com olhos de quem não está nela. Não com a perfeição de Deus, mas com o entendimento do filósofo, o rigor do crítico e acima de tudo...
COM UM POUCO DE MÚSICA...
COM UM POUCO DE MÚSICA...
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